O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, os dados do estudo "Pessoas com Deficiência e as Desigualdades Sociais no Brasil". A pesquisa indica que, em 2022, apenas 29% das pessoas com deficiência (PCDs) no país exerciam alguma atividade profissional.

Desigualdade na ocupação

A taxa de emprego entre a população sem deficiência foi significativamente maior, atingindo 55,8%. Isso representa uma diferença de 26,8 pontos percentuais entre os dois grupos. As barreiras para o mercado de trabalho aumentam conforme a intensidade da limitação: entre pessoas com deficiência profunda, a ocupação cai para 21,2%, enquanto no grupo com deficiência severa fica em 30,5%.

Diferenças por tipo de deficiência e gênero

O menor nível de ocupação foi registrado entre pessoas com dificuldades associadas a limitações nas funções mentais (12,9%). Já o maior índice ocorreu entre aqueles com dificuldade de enxergar (35,9%). No recorte por gênero, as mulheres com deficiência apresentaram menor ocupação (24,4%) comparado aos homens (35,4%).

  • Homens com deficiência: 35,4% de ocupação.
  • Mulheres com deficiência: 24,4% de ocupação.
  • Mulheres sem deficiência: 47,0% de ocupação.

Além disso, mulheres em domicílios com crianças com deficiência tinham taxa de ocupação de 43,1%, sendo 12 pontos percentuais inferior à das mães de crianças sem deficiência (55,2%).

Renda e impacto econômico

A desigualdade se reflete diretamente na remuneração. A renda média mensal do trabalhador com deficiência foi de R$ 2.053 em 2022, valor equivalente a cerca de 71% do salário médio dos profissionais sem deficiência, que recebiam R$ 2.890. Ao considerar a renda total familiar, os domicílios com PCDs tiveram rendimento médio de R$ 3.626, contra R$ 4.748 das famílias sem essa condição.

O Brasil contava com 14,407 milhões de pessoas com deficiência em 2022, representando 7,3% da população com dois anos ou mais de idade.