Impacto direto na economia
O agronegócio responde por um quarto do PIB brasileiro. Para manter essa liderança, especialistas apontam que o próximo governo precisa agir desde o primeiro dia de mandato em três áreas estratégicas: comércio exterior, infraestrutura de transporte e gestão de riscos.
Diplomacia para abrir mercados
A primeira prioridade é consolidar o acesso a novos mercados. A carne bovina enfrenta barreiras recentes: a China cobrou sobretaxas sobre o excedente da cota de importação e a União Europeia suspendeu temporariamente a entrada de carnes e mel por questões sanitárias.
No setor sucroenergético, há disputas tarifárias com a UE e os EUA. A estratégia deve incluir a presença ativa de adidos agrícolas no exterior e a aceleração de acordos com países asiáticos como Índia, Indonésia e Japão.
Logística: gargalos que pesam
A segunda frente é a destrava da logística de exportação. No Norte, a revogação da licitação de dragagem do rio Tapajós pode limitar a navegação durante a seca. Em Santos, principal porto do país, o leilão do Tecon 10 foi adiado para 2027, gerando custos extras aos exportadores.
A solução passa pela aceleração de ferrovias como a Ferrogrão, modernização das hidrovias Paraná-Tietê e Araguaia, e ampliação da estrutura portuária.
Seguro rural precisa de execução
A terceira prioridade é fazer o seguro rural funcionar na prática. Embora a Lei 15.526 tenha modernizado o marco legal, a subvenção ao prêmio caiu drasticamente em 2026, ficando abaixo de R$ 500 milhões.
Com apenas 3% da área agrícola segurada no Brasil (contra mais de 80% nos EUA), o setor precisa de recursos orçamentários garantidos para reduzir a vulnerabilidade dos produtores.
