Decisão da Anresf
A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) concluiu os julgamentos de primeira instância referentes à janela de solvência de 31 de julho de 2026. Quatro clubes da Série A — São Paulo, Atlético-MG, Grêmio e Internacional — receberam advertências públicas e um prazo de 45 dias para quitar seus débitos de 2026. O não cumprimento pode resultar em transfer ban, proibição de registrar novos jogadores.
São Paulo: dívida com São José e omissão
O Tricolor paulista foi sancionado por uma pendência com o São José. Embora tenha comprovado o pagamento à Lazio após a data de corte (30 de junho), a Anresf advertiu o clube pela omissão de uma dívida anterior com o Novorizontino. Há alerta de autuação separada se essa falha se repetir. As dívidas com Ceará e Red Bull Bragantino seguiram a regra geral para débitos anteriores a 2026.
Atlético-MG: rejeição de alegações tributárias
O Galo teve julgadas pendências com Bahia e Santos. A análise excluiu uma dívida com o Remo, que já tinha acordo formalizado na data de corte. No entanto, a Anresf rejeitou as alegações do Atlético-MG sobre planos da CNRD, ISS e transações tributárias, pois não estavam devidamente formalizadas dentro do prazo regulamentar.
Grêmio e Inter: multas por atraso com atletas
O Grêmio terá 15 dias úteis para pagar uma dívida com um atleta não identificado, sob pena de multa de R$ 100 mil. O clube também analisou débitos com Capivariano e Votuporanguense, além de ter comprovado pagamentos ao Panathinaikos e Racing após a data de corte.
O Internacional, por sua vez, enfrentou questões com Athletico Paranaense e Juazeiro. Assim como o Grêmio, o Inter tem 15 dias úteis para regularizar débito com atleta, sob risco de multa de R$ 100 mil. A Anresf rejeitou argumentos sobre planos coletivos na CNRD, mantendo exigências e concedendo prazo adicional para tributos e débitos internacionais.
Outros clubes: quitação evita sanções
- Corinthians: Evitou o transfer ban ao comprovar pagamento ao Fortaleza. Recebeu advertência pública por débitos tributários de 2026 e falta de documentação de passivos anteriores.
- Santos: Quitou direitos de imagem e FGTS de 2026 após a data de corte. Recebeu advertência pública, com reincidência reconhecida, mas com peso reduzido pela colaboração plena.
- Botafogo: Em recuperação judicial, foi orientado a regularizar tributos federais. A Anresf rejeitou a alegação de que a ausência de nota fiscal adia obrigações.
- Vitória: Advertido por débitos de 2026; omissão de dados será apurada separadamente.
- Remo: Advertido por impostos federais vencidos, mesmo com intenção de negociar.
- Vasco: Em recuperação judicial, advertido por não declarar tributos federais, posteriormente parcelados.
Os processos do Athletico-PR e Coritiba foram arquivados após comprovação de regularização ou porque as pendências já haviam sido resolvidas dentro dos prazos.
