Adesão alta, mas menor que a média paulista

O uso de aplicativos de transporte na região administrativa de Rio Preto atinge 70% da população, segundo levantamento de 2026 da Fundação Seade. Desses, 23% são usuários frequentes e 47%, ocasionais. O índice é seis pontos percentuais inferior à média do Estado de São Paulo, onde 76% da população utiliza o serviço.

Na comparação com outras cidades da região, Rio Preto fica atrás de Ribeirão Preto (76%), Barretos (73%) e Bauru (72%). Apenas Araçatuba registra um percentual menor, de 68%.

Praticidade e custo impulsionam demanda

Usuários apontam a praticidade e o custo-benefício como principais motivos para a escolha. Matheus Gabriel Velho, de 20 anos, destaca a facilidade de locomoção sem precisar ter um carro próprio. Já Greice Ellen Hipolito, de 26 anos, valoriza o conforto para deslocamentos com bebê, evitando a lotação dos ônibus.

O economista André Yano explica que os altos custos de manter um veículo particular — incluindo financiamento, combustível, IPVA e seguro — favorecem a procura pelos apps. Ele estima que manter um carro de R$ 100 mil pode custar cerca de R$ 15 mil por ano.

Mercado de trabalho e dados locais

A demanda crescente também atrai novos motoristas. Estima-se que haja cerca de 3,5 mil motoristas de aplicativo atuando em Rio Preto, segundo estimativas extraoficiais da Prefeitura. O valor médio das corridas gira em torno de R$ 13.

O secretário municipal de Trânsito e Transportes, Ederson Pinha, reforça que o transporte público continua sendo a opção mais econômica e sustentável. A prefeitura mantém a gratuidade para idosos acima de 65 anos, pessoas com deficiência, policiais e estudantes técnicos, além de tarifa zero aos domingos.