Reconhecimento global para o Noroeste Paulista
Nove pesquisadores da região de São José do Rio Preto figuram entre os cientistas mais citados e influentes do planeta. O levantamento foi feito pela Universidade de Stanford em parceria com a editora científica Elsevier. A lista reforça a capacidade das instituições locais de produzir conhecimento que impacta a sociedade globalmente.
Os profissionais vinculados à Unesp (campus de Ilha Solteira), à Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp) e ao Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (Ibilce/Unesp) atuam em áreas distintas, mas unidas pelo objetivo de resolver problemas reais.
Saúde e prevenção lideram destaque
Um dos nomes mais relevantes é o virologista Maurício Lacerda Nogueira, da Famerp. Ele coordena o Laboratório de Pesquisa em Virologia e estuda arboviroses como dengue, zika e chikungunya. Seu trabalho também inclui o desenvolvimento de vacinas contra Covid-19, gripe e outras doenças infecciosas, sendo crucial para a prevenção de surtos na população.
Inovação na agricultura e energia
Na área agrícola, Renato Grillo, da FEIS/Unesp, pesquisa o uso da nanotecnologia para melhorar o uso de insumos no campo, reduzindo desperdícios e impactos ambientais. Na engenharia elétrica, Rubén Augusto Romero Lázaro e John Fredy Franco Baquero buscam tornar a distribuição de energia mais eficiente e preparada para fontes renováveis.
Já Vânia Regina Nicoletti Telis, do Ibilce/Unesp, investiga técnicas para conservar alimentos sem perder valor nutricional. Outros trabalhos da região focam em detecção de vazamentos em redes de água, processamento de sinais e inteligência artificial.
Chamado por mais investimento
Apesar do orgulho local, especialistas alertam que o reconhecimento não pode ser apenas uma celebração. Pesquisas de alto impacto exigem recursos estáveis e levam anos para mostrar resultados. Sem financiamento contínuo, projetos são interrompidos e equipes perdem continuidade, comprometendo o futuro científico da região.
