Queda na participação nas urnas

O primeiro turno das eleições de 2026 registrou uma abstenção significativa em todo o Brasil, com 33,4 milhões de eleitores não comparecendo às urnas. Em São Paulo, o índice foi de 22,5%, mas em São José do Rio Preto a situação foi ainda mais crítica: 23,73% dos eleitores (81.808 pessoas) não votaram. Esse número representa um aumento em relação aos 22,32% registrados em 2022.

Por que o silêncio político importa?

Não votar é um direito legítimo, muitas vezes motivado por desencanto, dificuldades pessoais ou protesto consciente. No entanto, especialistas apontam que a ausência do cidadão nas urnas não o isenta das consequências das decisões governamentais. O eleito assume o poder de decidir sobre impostos, saúde, educação e segurança, afetando diretamente a vida de todos os moradores, independentemente de terem votado.

Risco de abuso e descaso

A redução da participação eleitoral enfraquece a fiscalização democrática. Quando menos cidadãos acompanham e cobram as ações do governo, abre-se espaço para abusos, descaso e irresponsabilidade administrativa. A democracia exige presença ativa não apenas no dia da eleição, mas durante todo o mandato.

  • Em Rio Preto, a abstenção atingiu 23,73% no primeiro turno de 2026;
  • O número supera os 22,32% registrados na eleição anterior;
  • Especialistas alertam que a falta de fiscalização aumenta riscos de má gestão pública.