Tradição baiana chega ao interior paulista
O acarajé, prato emblemático da culinária afro-brasileira, tem presença consolidada em São José do Rio Preto. Originário da África e popularizado na Bahia, o bolinho de feijão-fradinho frito no azeite de dendê mantém viva a tradição cultural e religiosa através das gerações. Na capital rio-pretense, quem busca o sabor autêntico encontra estabelecimentos que trouxeram receitas diretas dos estados nordestinos.
Acarajé da Baiana Eliana: ambiente aconchegante
Localizado em endereço fixo, o Acarajé da Baiana Eliana oferece um espaço decorado com itens que remetem à cultura nordestina. A proprietária, Eliana Rosa Macário dos Santos, veio de Morro do Chapéu (BA) para levar sua maestria culinária aos clientes locais.
O cardápio destaca o acarajé tradicional, servido puro ou recheado com vatapá, caruru, vinagrete e camarão (seco ou fresco). Há também opções menos convencionais, como bacalhau e carne-seca. Para quem quer experimentar mais variedades, a casa serve porções de miniacarajés (de 12 a 48 unidades) e combos com acarajés grandes de 350g.
Eliana ainda recomenda o abará, bolinho cozido no vapor dentro de folha de bananeira, acompanhado dos mesmos temperos clássicos. “O sabor é único: crocante por fora e macio por dentro”, explica a dona do negócio.
Ponto do Acarajé da Cris Baiana na Represa Municipal
Outra opção muito procurada fica na Avenida Lino José de Seixas, quiosque 16, na Represa Municipal. Cristiele dos Santos Palma, conhecida como Cris Baiana, atende sempre vestida a caráter, usando turbante e roupas brancas, fiel à tradição das vendedoras de acarajé.
Cristele trouxe a receita de Ituberá (BA) e oferece o “acompletado” como estrela do menu: massa frita no dendê com vatapá, caruru, camarão seco, vinagrete e pimenta. Quem prefere variações pode escolher combinações com apenas caruru e vinagrete, ou versão simples só com a massa.
“Há quem diga que nem mesmo na Bahia comeu um acarajé tão gostoso quanto o meu”, brinca Cristiele, que garante que tudo é feito com carinho e seguindo a receita original. Os pedidos podem ser servidos no prato ou na “barca”, uma embarcação decorativa lotada de bolinhos.
