Lideranças do agronegócio brasileiro estão preocupadas com possíveis retaliações internacionais se o Ministério do Meio Ambiente for incorporado ao da Infraestrutura. A preocupação surge nos bastidores políticos em caso de eleição do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo apuração da Agência Estado, representantes do setor produtivo classificam a proposta como um erro estratégico. Eles argumentam que a mudança enfraqueceria a política ambiental do país, gerando riscos para as exportações.

Modelo de São Paulo

Aliados de Flávio defendem a mudança estrutural caso ele seja eleito. A intenção é repetir o modelo adotado no governo de São Paulo, onde as pastas foram unificadas. No entanto, críticos alertam que o contexto nacional exige cautela devido à pressão global por sustentabilidade.

Risco comercial

O temor principal gira em torno de sanções comerciais. Países importadores têm exigido cada vez mais comprovação de práticas ambientais rigorosas. Um rebaixamento institucional da gestão ambiental pode ser visto como sinal negativo pelos mercados europeus e asiáticos.