Queda mais acentuada
A Agência Internacional de Energia (AIE) divulgou nesta quarta-feira (14) seu relatório mensal atualizando as projeções para o mercado de petróleo. A entidade estima que a demanda global deve cair uma média de 2,6 milhões de barris por dia (bpd) em 2026. O número é um pouco maior do que a estimativa anterior, que apontava uma retração de 2,5 milhões de bpd.
Os principais fatores para essa redução são os conflitos no Oriente Médio, especificamente a guerra com o Irã, o encarecimento dos combustíveis e a piora das perspectivas econômicas mundiais.
Diesel sob pressão
Apesar da queda no consumo total, o mercado tende a continuar deficitário até o final do ano. A AIE destaca que o diesel será responsável por cerca de 25% dessa redução na demanda. A disponibilidade desse produto específico segue sob forte tensão devido às restrições logísticas e geopolíticas.
Oferta e estoques
No lado da oferta, a recuperação permanece frágil. Em setembro, o fornecimento global subiu 2,5 milhões de bpd em relação a agosto, atingindo 102,3 milhões de bpd, impulsionado principalmente pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos.
- Para a média de 2026, a AIE projeta que a oferta global caia 5,8 milhões de bpd, ficando em 100,7 milhões de bpd.
- Os estoques observados recuaram 10 milhões de barris em setembro.
- As reservas em terra estão nos menores níveis desde pelo menos 2016.
Preços e refino
O preço do petróleo Brent no mercado físico disparou. Em setembro, o Dated Brent avançou US$ 26,17 por barril, fechando em US$ 116,89. Esse salto ocorreu após a retomada das hostilidades e compras aceleradas de refinarias asiáticas.
Na área de refino, a carga nas refinarias globais deve atingir um mínimo sazonal de 81,3 milhões de bpd em outubro, voltando a subir para 84,6 milhões de bpd até o fim do ano. Margens na Europa e Ásia estão comprimidas por custos altos, enquanto nos EUA elas atingiram recordes.
