Estudantes produzem fontes históricas
O Projeto Vozes, desenvolvido pela professora Ingrid Zanata Riguetto na Escola Estadual Alberto Andaló, em Rio Preto, coloca alunos do terceiro ano do Ensino Médio como produtores de memória. A iniciativa conta com o apoio do Coletivo Cultural QuiprocÓ e busca registrar como a ditadura militar (1964-1985) afetou a vida cotidiana na cidade e região.
Diferente das aulas tradicionais, os jovens não apenas recebem informações. Eles elaboram as perguntas que serão feitas aos depoentes. O objetivo é transformar a história em uma experiência humana, fugindo apenas da cronologia de datas e governos.
Como participar
Pessoas que viveram o período podem enviar relatos escritos ou orais até 30 de outubro de 2026. O formulário está disponível online via Google Forms. Não é obrigatório informar dados de identificação, garantindo o anonimato para quem preferir.
- Quem pode participar: Qualquer morador de Rio Preto e região que viveu entre 1964 e 1985.
- Formato: Relatos por escrito ou áudio.
- Prazo: Até 30 de outubro de 2026.
Contexto local e educativo
Ingrid destaca que a ditadura é um período recente, permitindo o contato direto com testemunhas. O projeto visa compreender como os acontecimentos políticos atravessaram famílias, trabalhos e afetos dos rio-pretenos. A pesquisadora enfatiza que não há respostas pré-definidas; cada relato traz uma singularidade que enriquece a compreensão histórica local.
