Hiago Moreira Schnornberger, investigado pelo feminicídio da companheira Elizângela Aparecida Matheus, 51 anos, alegou na noite desta quinta-feira (23) à Polícia Civil em Rio Preto que agiu em legítima defesa. Segundo ele, a vítima o atacou com uma faca durante uma briga no bairro Parque da Cidadania, na noite de quarta-feira (21), e ele teria atingido o peito dela acidentalmente.
Versão contestada pela delegada
A delegada Dalice Aparecida Ceron, da Delegacia de Defesa da Mulher, rejeitou a narrativa do suspeito. Ela apontou que o depoimento da filha adolescente de Elizângela contradiz a versão de Hiago. A jovem relatou ter encontrado o homem já desferindo golpes contra a mãe.
Dalice destacou que Hiago apresentou apenas uma lesão leve em um dedo, o que não sustenta a tese de um ataque grave por parte da vítima. "Acredito que ela não tenha tido essa oportunidade" de reagir efetivamente, afirmou a delegada.
Histórico de violência
O caso ganha contornos mais graves ao se considerar o passado do investigado. Hiago, de 32 anos, já cumpriu dez anos de prisão pelo assassinato de outra mulher. Durante o interrogatório, a delegada observou que ele manteve postura calma e tranquila, comportamento que atribui à sua experiência anterior no sistema prisional.
Entrega e prisão
Hiago se entregou às autoridades na Delegacia de Mirassol, na noite de quinta-feira (22), após negociações entre policiais e familiares, especialmente com o pai dele. Ele estava abrigado na casa do progenitor desde o crime. Após ser ouvido, foi transferido para Rio Preto e permanece preso à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.
