Estilo inovador

Benito di Paula, nome artístico de Uday Vellozo, morreu aos 84 anos. O cantor, compositor e pianista nascido em Nova Friburgo (RJ) deixou um legado marcante na música brasileira ao criar um estilo próprio. Ele unia samba, romantismo, bolero, jazz e ritmos afro-cubanos.

Diferente da tradição do samba, que usa o violão como base, Benito colocou o piano no centro. Seu toque era percussivo e rítmico, dando uma sonoridade única às suas canções.

Sucessos e polêmicas

Críticos da época rotulavam sua música de "samba-joia", um termo pejorativo para o samba comercial e romântico. A letra da música "Argumento" (1975), de Paulinho da Viola, criticava a descaracterização do samba, mas Benito negou ser o alvo da crítica.

Entre os maiores sucessos estão "Retalhos de Cetim" (1973), considerado seu maior clássico, "Além de tudo" (1972), "Violão não se empresta a ninguém" (1972) e "Mulher brasileira" (1975). Sua obra serviu de inspiração para o pagode romântico dos anos 1990.

Legado duradouro

Benito começou a gravar aos 15 anos e vendeu mais de 50 milhões de discos, número comparável a artistas internacionais como Tony Bennett e Coldplay. Mesmo com sua partida, suas músicas permanecem entre as mais tocadas e amadas do país.