Promessas para o armamento civil

O deputado federal Paulo Bilynskyj (PL), reeleito e com domicílio eleitoral em Rio Preto, afirmou que derrubaria as normas atuais sobre armas caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente a partir de 2027. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o político garantiu: "A gente vai revogar todos os decretos do Lula sobre tiro".

Na gravação, feita durante uma feira de tiro esportivo no primeiro turno da campanha, Bilynskyj detalhou as mudanças pretendidas. Ele citou o retorno do calibre 9mm como arma de uso permitido, a volta do porte de trânsito municiado, funcionamento de clubes 24 horas e o fim dos níveis de atirador, da exigência de habitualidade e dos limites quantitativos de armas.

Para concluir, o deputado usou termos fortes: "Toda essa putaria acaba". O trecho tem sido compartilhado por apoiadores de ambos os lados para destacar a diferença de postura entre os presidenciáveis.

O que muda na prática?

Bilynskyj integra a bancada da bala e preside a Comissão de Segurança Pública da Câmara. As propostas listadas por ele contrastam diretamente com as regras estabelecidas pelo governo Lula:

  • Calibre 9mm: Voltaria a ser classificado como uso permitido, como foi no governo anterior. Hoje, é considerado uso restrito.
  • Porte de trânsito: A proposta autoriza portar arma curta municiada e carregada ao ir treinar ou competir. Atualmente, a arma deve estar desmuniciada.
  • Horários de clube: Funcionamento livre 24 horas, contra o horário atual de 6h às 22h.
  • Fim de níveis e habitualidade: Acabaria a divisão de atiradores por nível técnico e a obrigação de comprovar prática regular de tiro.
  • Limite de armas: Enquanto Bolsonaro permitia até 30 armas de cada tipo, Bilynskyj sugere eliminar qualquer limite quantitativo.

Contexto local e outros assuntos

A polêmica declaração ocorre em meio à reta final das eleições em Rio Preto e região. Na cidade, o prefeito Coronel Fábio Candido (PL) liderou manifestação de apoiadores de Flávio Bolsonaro na Plaza de España, com trio elétrico e discursos.

Paralelamente, a Câmara Municipal de Rio Preto promove nesta segunda-feira, 26, audiência pública sobre a ação judicial do governo municipal contra a Coopec, reivindicando uma área avaliada em R$ 2,8 milhões. O vice-prefeito nega interesses pessoais no caso.

Já o prefeito criou o Fórum Municipal de Educação por decreto, um espaço consultivo sem poder deliberativo, composto por representantes do poder público, escolas e sociedade civil.