A situação na BR-153, trecho que liga São Paulo ao Mato Grosso do Sul, está cada vez mais preocupante. Motoristas que trafegam pela rodovia, principalmente nos trechos após Nova Granada em direção à Fronteira, enfrentam diariamente um cenário de abandono e risco.
Em diversos pontos, a asfalto cedeu lugar a buracos profundos e verdadeiras crateras. A conservação precária não é apenas um incômodo; ela coloca a vida de quem dirige em cheque constante. Caminhões, caminhonetes e carros de passeio são obrigados a fazer manobras bruscas e perigosas para desviar dos obstáculos no meio da pista.
Pagamento por serviço inaceitável
O problema ganha contornos ainda mais graves porque se trata de uma via pedagiada. O usuário paga pelo direito de usar a estrada e, por lei e contrato, espera receber em troca segurança mínima, boa conservação e facilidade de trafego.
No entanto, a realidade atual é outra. Para evitar danos aos veículos, muitos motoristas acabam utilizando o acostamento, uma prática que aumenta consideravelmente o risco de colisões, perda de controle e acidentes graves.
Fiscalização e responsabilidade
Diante desse quadro, perguntas urgentes precisam ser feitas: quem responde quando a falta de manutenção contribui para um acidente? Até onde vai a responsabilidade da concessionária que administra o trecho?
Também cabe aos órgãos públicos fiscalizadores acompanhar de perto as condições da BR-153 e exigir que as obrigações de manutenção sejam cumpridas. Não se pode esperar que mais vidas sejam perdidas para que providências sejam tomadas.
O apelo é para que o Ministério Público e os órgãos competentes apurem eventuais responsabilidades. A rodovia precisa de atenção imediata antes que o próximo buraco resulte em tragédia.
