Marco histórico e contexto global

O dia 16 de setembro é celebrado como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. A data rememora a assinatura do Protocolo de Montreal, em 1987, acordo internacional que visa eliminar substâncias destruidoras da camada, principalmente os clorofluorcarbonetos (CFCs).

Desde a proibição desses gases, estima-se que 99% dos CFCs foram eliminados globalmente. Essa medida preventiva pode ter evitado dois milhões de casos de câncer de pele na população mundial.

Situação atual em 2026

Neste ano, o monitoramento pelo Serviço Copernicus de Atmosfera indica que o buraco na camada de ozônio sobre a Antártida atingiu cerca de 25 milhões de km² em 12 de setembro. Esse valor representa 5 milhões de km² acima da média histórica para esta época do ano.

A área de menor concentração de ozônio estratosférico atinge sua extensão máxima entre meados de setembro e início de outubro. Com o fim da primavera no Hemisfério Sul, o vórtice polar enfraquece e os níveis retornam ao normal até o final de dezembro.

Projeções futuras

Apesar do crescimento recente, os dados apontam uma tendência de diminuição da área do buraco. Espera-se que a recuperação da camada de ozônio atinja a média global de 1980 nas próximas duas décadas.

  • Recuperação completa na Antártida prevista até 2066;
  • Retorno à média de 1980 no Ártico estimado para 2045.

O sucesso do protocolo serve como referência para outros acordos ambientais, incluindo o combate ao aquecimento global.