A Câmara Municipal de Rio Preto rejeitou nesta terça-feira (20) o pedido de abertura de uma comissão processante contra o prefeito Coronel Fábio Candido (PL). A proposta foi derrubada por 16 votos contra e 6 a favor. Para ser aprovada, era necessária apenas a maioria simples dos vereadores presentes.
Denúncia sobre convênio da Saúde
O pedido partiu do advogado Rogério César Barbosa e se baseou em um relatório de uma CPI anterior. O foco da denúncia era a responsabilidade do prefeito pelo convênio firmado entre a Secretaria de Saúde e a Santa Casa de Caridade de Casa Branca, no valor de R$ 11,9 milhões. O acordo foi anulado pela própria prefeitura.
A CPI, presidida pelo vereador Renato Pupo (Avante), apontou que Coronel Fábio assina o convênio e seria responsável pela contratação. Pupo e o vereador Pedro Roberto (Republicanos) usaram a tribuna para defender a instauração da comissão processante.
Defesa do governo e cobrança judicial
Em resposta à acusação, a Prefeitura informa que está cobrando na Justiça a restituição de R$ 3,8 milhões. Esse valor corresponde ao saldo restante de R$ 4,7 milhões que foram repassados antecipadamente ao hospital antes do cancelamento do contrato.
O vereador Jean Dornelas (MDB) saiu em defesa do governo municipal e votou contra a abertura da comissão, alinhando-se à posição da administração atual.
