A partir do dia 1º de outubro, câmeras equipadas com Inteligência Artificial (IA) entrarão em operação oficial na Rodovia Washington Luís (SP-310), nos dois sentidos (norte e sul). O local escolhido para a instalação é o quilômetro 438, na altura da avenida Alberto Andaló, em São José do Rio Preto.
Os equipamentos serão utilizados para fiscalizar duas condutas específicas: o uso do celular ao volante e a falta do cinto de segurança. A tecnologia permite registrar imagens em alta resolução 24 horas por dia, inclusive à noite e de veículos em movimento, substituindo a necessidade de observação direta dos policiais para essas infrações.
Responsabilidade e Autuação
A concessionária Ecovias Noroeste Paulista é responsável pela infraestrutura, manutenção e pelos equipamentos. No entanto, a análise das imagens e a autuação das infrações ficam sob responsabilidade da Polícia Militar Rodoviária (PMRv). A concessionária não aplica multas diretamente.
Gustavo Dávila, gerente de Atendimento ao Usuário da Ecovias, destacou que o objetivo vai além da identificação de irregularidades. "A inteligência artificial nas rodovias vem para potencializar o nosso compromisso com a vida. Mais que identificar irregularidades, a presença dessas câmeras estimula a mudança de hábito do motorista", afirmou.
Dados de Segurança e Multas
O trecho entre os quilômetros 430 e 454 da rodovia, que abrange Rio Preto e Mirassol, liderou o número de sinistros entre janeiro e agosto de 2026, com 373 registros. As colisões traseiras continuam sendo o tipo de ocorrência mais frequente, totalizando 176 acidentes no período, uma queda de 17,7% em relação a 2025.
- Uso de celular: É considerada infração gravíssima, com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH. Segundo a Abramet, digitar uma mensagem mantém o motorista desatento por cerca de 4,5 segundos, percorrendo quase 100 metros a 80 km/h sem olhar para a pista.
- Falta do cinto: Infração grave, com multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH. O uso correto reduz de 45% a 60% o risco de morte nos bancos dianteiros e de 44% a 75% nos traseiros.
Maurício Noé Cavalari, capitão comandante da 3ª Companhia da PMRv, reforçou que a fiscalização visa reduzir vítimas, especialmente neste trecho urbano onde muitos motoristas tratam a rodovia como uma avenida.
