A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta segunda-feira (11) que vai formalizar uma denúncia contra a Meta, dona do Instagram e Facebook, junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). A equipe acusa a empresa de tentar interferir na disputa eleitoral ao restringir a veiculação de conteúdos oficiais.
Restrições digitais
Segundo a coordenação da campanha, os problemas começaram em dezembro do ano passado, mas se agravaram entre a manhã de domingo (10) e o início desta segunda. Durante esse período, o perfil oficial do presidente ficou impedido de impulsionar publicações e de rodar anúncios na plataforma.
O documento divulgado pela equipe destaca que o impulsionamento é parte essencial da estratégia digital de qualquer campanha política. A Meta teria alegado que a falha afetou outros anunciantes e mercados globalmente, classificando o ocorrido como um "problema técnico", sem apresentar evidências concretas ou comprovar que outros candidatos brasileiros sofreram as mesmas restrições.
Histórico de bloqueios
A nota faz um retrospecto das ocorrências. Em 10 de dezembro, durante a votação do projeto de dosimetria na Câmara dos Deputados, as páginas ligadas a Lula e a lideranças de esquerda teriam sido retiradas dos mecanismos de busca do Instagram. Além disso, a localização geográfica dos perfis na rede social foi limitada.
Na época, a campanha afirma que a própria Meta reconheceu o evento, mas manteve a explicação de que se tratava de uma falha técnica. Agora, com a intensificação dos bloqueios, a equipe considera a situação uma tentativa clara de interferência no processo democrático.