A democracia brasileira é construída sobre direitos conquistados por movimentos sociais ao longo de mais de um século. Entre as maiores batalhas está o acesso das mulheres ao voto, um direito que só foi consolidado em 1932, após 110 anos de exclusão política. Este artigo, publicado em 25 de setembro de 2026, remete à importância do título de eleitor para o próximo pleito.
Uma história de exclusão e luta
Durante décadas, votar e ser votado foi privilégio exclusivo dos homens. O voto masculino em âmbito nacional surgiu com a Constituição de 1824, enquanto as mulheres precisaram esperar até 1932 para garantir esse direito constitucionalmente, reforçado em 1934. Por 110 anos, a autonomia feminina foi restringida ao espaço privado, longe da participação na vida pública e política do país.
Evolução dos direitos femininos
A conquista do voto abriu caminho para outras reivindicações fundamentais ao longo do século XX e XXI:
- 1962: Direito ao trabalho remunerado e à herança;
- 1974: Acesso à conta bancária e cartão de crédito;
- 1977: Direito ao divórcio;
- 1979: Fim da proibição do futebol feminino (vigente entre 1941 e 1979);
- 2006: Lei Maria da Penha contra a violência doméstica;
- 2015: Lei do Feminicídio.
O voto como instrumento de cidadania
A Constituição Brasileira de 1988 define, em seu artigo 14, que a soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos, sendo facultativo para jovens de 16 e 17 anos e pessoas acima dessa faixa etária. Apesar de legalmente consolidado, questionar a capacidade das mulheres de fazerem suas próprias escolhas políticas ameaça a autonomia feminina construída com muita luta.
Com as eleições marcadas para 4 de outubro, é fundamental que todos os cidadãos estejam preparados. É necessário apresentar o título de eleitor e um documento oficial com foto, como RG ou CNH. Exercer o voto é manter viva a democracia e respeitar as conquistas históricas do povo brasileiro.
