Paradoxo digital e envelhecimento
Vivemos um momento de grandes transformações e contradições. Adoramos a tecnologia e as facilidades do mundo digital, mas nos sentimos ameaçados pelo desenvolvimento da inteligência artificial, que pode tolher empregos e diminuir a renda.
Sentimos na pele as mudanças demográficas. Estimulamos a longevidade e buscamos postergar o envelhecimento, matriculamo-nos em academias para melhorar nossas condições de vida. Ao mesmo tempo, repelimos os mais idosos, precarizamos suas condições e defendemos políticos que apoiam a redução dos rendimentos dos aposentados.
Religião versus violência urbana
Falamos constantemente em questões religiosas, recheadas de citações bíblicas e exaltamos lições nos sermões. Contudo, elegemos candidatos que defendem a violência urbana, se omitem diante do crescimento do feminicídio e apoiam a venda indiscriminada de armas.
- Isso cria um verdadeiro faroeste urbano.
- Há aumento da criminalidade e fortalecimento das milícias.
- A sensação de insegurança cresce na população.
Crise climática e negacionismo
Neste ambiente marcado por alterações climáticas, sentimos na pele as modificações: temperatura elevada, instabilidades, vendavais constantes, terremotos e maremotos em diversas regiões. Esse caos climático impacta a comunidade e gera degradação.
Percebemos que estamos elegendo cidadãos negacionistas que desacreditam das mudanças do clima. Pessoas que estimulam a exploração do meio ambiente, degradando a natureza, ao mesmo tempo criticam os órgãos governamentais. Esquecemos que somos responsáveis pela escolha de nossos governantes e terceirizamos nossas escolhas eleitorais.
Desequilíbrio emocional e autoritarismo
Uma sociedade tomada por desequilíbrios emocionais é dominada pelo ódio e ressentimento. Muitas pessoas que se dizem esclarecidas votam em figuras misóginas, estimulando a subserviência das mulheres e cultuando uma sociedade patriarcal.
No debate, ofendem quem pensa diferente, agredem fisicamente, humilham e atacam a reputação de "inimigos", dizendo-se civilizados. Há também uma tendência a transferir responsabilidades políticas, esquecendo trajetórias e história dos candidatos, enquanto se cultuam regimes autoritários e se espera um "salvador da pátria".
Alienação social e pobreza estrutural
Muitos pobres e miseráveis defendem os interesses dos donos do capital, rejeitando sua identidade de classe e desconhecendo sua trajetória de exploração. Essa alienação impede o desenvolvimento econômico da nação.
Os explorados escolhem governantes que defendem abertamente a redução de salários e benefícios previdenciários, sem perceber que essas escolhas degradam suas condições de vida e perpetuam a pobreza estrutural.
