Crise interna no governo de Rio Preto
A disputa pela Presidência da Câmara Municipal de Rio Preto acendeu um alerta nos bastidores do Executivo. O prefeito Fábio Candido (PL), conhecido como Coronel, enfrenta uma pressão crescente de aliados que afirmam ter recebido promessas de apoio para o cargo. A crise envolve pelo menos três nomes da base governista: Anderson Branco (PP), Paulo Pauléra (PP) e Rossini Diniz (MDB).
Branco cobra promessa não cumprida
O vereador Anderson Branco é o principal nome na briga. Ele afirma que foi convencido pelo prefeito e pelo secretário de Gabinete, Rodrigo Carmona, a deixar a Secretaria de Governo e voltar à vereança em troca do apoio à sua candidatura à presidência da Casa. Segundo Branco, ele cumpriu sua parte ajudando na articulação política, mas agora sente que a promessa está sendo descumprida.
"O prefeito pediu para eu descer da Secretaria de Governo para a Câmara. E me prometeu a presidência se eu aceitasse voltar e ajudar na articulação política. Eu aceitei, fui leal, ajudei nas votações importantes. Agora estão dando uma de desentendidos", declarou o progressista.
Outros candidatos na corrida
Não é apenas Branco quem quer o posto. O vice-presidente da Câmara, Paulo Pauléra (PP), também diz que recebeu garantias do prefeito para assumir a presidência caso aceitasse ser vice do então novato Luciano Julião (PL) no início da legislatura. Pauléra já anunciou que iniciará sua campanha imediatamente após as eleições municipais, no dia 26 de outubro.
Além desses dois, o nome de Rossini Diniz (MDB) surgiu como candidato improvável, mas apoiado pelo vice-prefeito Fábio Marcondes. Na oposição, os nomes de Alexandre Montenegro (PL) e Bruno Marinho (PSB) também são cotados para a disputa, que deve acontecer na primeira sessão de dezembro.
Cenário político tenso
A situação para o prefeito Fábio Candido fica ainda mais delicada devido ao relatório da CPI da Casa Branca, que será apresentado nesta terça-feira, 20. Além disso, há uma nova proposta de Comissão Processante contra o prefeito, o que aumenta a necessidade dele de manter todos os aliados unidos. O cumprimento das promessas feitas a Branco, Pauléra e Rossini pode desagradar outros setores ou até mesmo a oposição, criando um cenário de "tudo ou nada" para o governo local.
