Condições para o apoio

O candidato Augusto Cury (Avante), que ficou em terceiro lugar no primeiro turno da eleição presidencial com 3.448.569 votos, anunciou oficialmente seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. O anúncio foi feito na tarde desta segunda-feira (7).

Para validar o suporte, Cury apresentou uma carta com oito "compromissos" prioritários que devem ser respeitados pelo governo futuro. Entre os pontos listados estão o fim da reeleição presidencial, a defesa da alternância de poder, a transformação da saúde com ampliação da telemedicina e a proteção integral às mulheres contra a violência.

Independência política

Antes de fechar o acordo, Cury deixou claro que não entraria no governo e que sua independência seria inegociável. "Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo", afirmou.

O escritor reforçou que o apoio não significa submissão: "Se concordar, direi que concordo. Se discordar, direi que discordo. Meu apoio não é um cheque em branco".

Contexto nacional

Flávio Bolsonaro havia antecipado o gesto do escritor ao citar o nome de Cury durante a campanha, reconhecendo sua influência. "90% das dores dos seres humanos não têm coloração partidária. Isso aprendi com o professor Augusto Cury", disse o senador.

Além de Cury, outros candidatos que disputaram o primeiro turno também declararam apoio a Flávio: Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Clariana Barão (DC). Já Samara Martins (UP), Hertz Dias (PSTU) e Edmílson Costa (PCB) optaram por apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).