O candidato à Presidência da República pelo partido Avante, Augusto Cury, anunciou nesta segunda-feira (5) que manterá silêncio durante o segundo turno das eleições. A disputa será entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Cury, que ficou em terceiro lugar com 3,44 milhões de votos (2,89% dos válidos), deixou claro que ninguém está autorizado a falar por ele.

Não há apoio oficial

Em entrevista à imprensa na noite de domingo (4), o político reforçou que nem ele nem seu coordenador de campanha, Júlio Delgado, pedirão votos para qualquer um dos finalistas. "Não quero responder nada em relação ao segundo turno", afirmou, buscando evitar que sua imagem seja usada para impulsionar as campanhas adversárias.

Pedido de diálogo e fim da polarização

Apesar do silêncio eleitoral, Cury aproveitou a divulgação de uma nota após os resultados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para fazer um apelo nacional. Ele pediu que os candidatos ao governo considerem suas propostas durante o próximo mandato. Na mensagem, o médico e escritor buscou promover a conciliação:

  • "Quero que um conservador consiga ouvir um progressista sem odiá-lo";
  • "Que um progressista consiga conversar com um conservador sem desumanizá-lo";
  • "Que possamos criticar ideias sem destruir pessoas".

Cury concluiu a carta desejando que quem vencer governe pensando em um "Brasil de esperança".

Fim da carreira política?

Além da posição sobre o segundo turno, Cury sinalizou que pode encerrar sua trajetória na política partidária. Ele disse ter 100% de convicção de que não continuará atuando como político, embora tenha deixado a porta aberta para mudanças futuras. "Amanhã ninguém sabe, mas eu costumo não mudar de opinião quando eu tenho uma convicção muito grande", explicou.