Liberdade religiosa na prática
Defender a democracia significa garantir o direito de existir, acreditar e viver com dignidade. Para os povos de terreiro e casas de matrizes africanas, isso representa preservar uma história e ancestralidade que resistiram a séculos de tentativas de apagamento.
A liberdade religiosa não pode ficar apenas no papel. Ela precisa ser aplicada todos os dias. Quando uma casa de matriz africana é atacada ou seus praticantes sofrem intolerância, não está sendo atingida apenas uma religião, mas a própria base democrática do país.
Resistência e cultura ancestral
Os povos de terreiro são fundamentais para a construção cultural e histórica do Brasil. Eles preservam conhecimentos ancestrais, cuidam de suas comunidades e acolhem famílias. Resistir é continuar ensinando as crianças, realizando rituais e transmitindo tradições às novas gerações.
Um Estado laico deve garantir que nenhuma religião seja imposta sobre outra. Cada pessoa tem o direito de professar sua fé ou de não seguir nenhuma, sem sofrer discriminação, violência ou perseguição.
Políticas públicas e ocupação de espaços
O discurso de respeito precisa virar ação concreta. É urgente implementar políticas públicas de combate à intolerância religiosa, educação para a diversidade e proteção aos espaços sagrados. Além disso, é necessário responsabilizar quem viola esses direitos.
A democracia se fortalece quando diferentes vozes participam da construção das políticas públicas. Nossa resistência é pela vida, pela liberdade e pelo direito de entrar em um terreiro e praticar nossa fé sem medo.
