Escolha exige seriedade e análise

No próximo domingo, o Brasil realiza o primeiro turno das eleições para Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Legislativa do Distrito Federal. O voto é a expressão mais direta do poder do cidadão de escolher seus representantes.

Nesse momento, cada eleitor assume uma parcela da responsabilidade pelos destinos da nação. A escolha exige seriedade. O candidato precisa apresentar propostas reais e exequíveis de proteção dos maiores valores da sociedade, defesa dos direitos fundamentais e concretização da dignidade humana.

Desconfiança nas instituições

Atravessamos um período de desconfiança nos Poderes constituídos. A sucessão de notícias sobre supostos escândalos e abusos aprofunda a angústia democrática. Nem o Ministério Público escapa desse desgaste.

É preciso recuperar a confiabilidade nas instituições responsáveis constitucionalmente pela defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais. A população clama por respostas em razão de descobertas sobre relacionamentos ocultos entre atores empresariais e representantes dos Poderes estatais.

Voto como ferramenta de cobrança

A indignação deve levar o eleitor a examinar a coerência entre o discurso e a conduta, o histórico de trabalho e o compromisso dos candidatos com os interesses públicos. O ressentimento, sozinho, não oferece critério seguro para entregar o poder de governar, legislar e fiscalizar.

Não basta bravejar contra injustiças nas redes sociais ou encaminhar mensagens de revolta. A cobrança ganha consequência quando alcança a urna. Quem exige integridade das instituições precisa fazer dessa exigência um critério para o próprio voto.

  • O primeiro turno ocorre no próximo domingo.
  • As escolhas influenciam o país por quatro anos (Executivo) ou oito (Senado).
  • A democracia continua na fiscalização cotidiana, mas a escolha começa com o voto.