Desilusão com a política
O eleitor expressa cansaço com o ciclo eleitoral, afirmando que, desde os 18 anos, seu voto sempre foi consciente. Reconhece ter errado em algumas escolhas, mas diz ter aprendido muito observando presidentes, governadores, prefeitos, deputados, senadores e vereadores.
Segundo o texto, nas campanhas são feitas promessas de melhorar a saúde, a educação, o salário dos professores, as escolas, as estradas e o respeito à população. No entanto, ao passarem as eleições, os candidatos "somem" e passam a pensar apenas no próprio poder, esquecendo os compromissos assumidos.
A desculpa da dívida e as trocas de pessoal
Uma das justificativas mais comuns citadas é a alegação de que o gestor anterior deixou uma "dívida impagável", dando tempo para começar o trabalho prometido. A partir daí, inicia-se a troca de cargos, assessores, secretárias e funcionários comissionados, chegando aos "peixinhos" indicados pelos eleitos atuais.
O leitor observa que, independentemente do partido, os políticos nunca deixam de dar nomes às ruas e bairros, além de fazer menções honrosas aos poderosos. Compara essa característica a uma doença extinta chamada caxumba, apelidada ironicamente de "inchaço".
Fim de campanha e dicas de voto
O texto descreve o cenário típico do fim de campanha: carros de som, santinhos voando pelo vento e ruas sujas de papel, o que dificulta a visão dos motoristas. Em seguida, aparecem as feiras livres, beijos em crianças e abraços, com mãos abanando para todos.
Diante dessa rotina, o autor reforça que o voto não é favor, mas cobrança. Dá três orientações principais:
- Não vote por ódio;
- Não vote por promessa bonita;
- Não vote porque mandaram.
O conselho final é votar pensando no futuro, nos filhos, netos e bisnetos, buscando trabalho digno e promissor. O compromisso é visto como obrigação escrita na Constituição Brasileira de 1988, e não como um favor político.
Câmeras de trânsito e responsabilidade individual
O texto encerra com uma crítica sobre a instalação de câmeras na Avenida Washington Luís (mencionada como Washington multam), que começam a multar a partir daquela data. O leitor argumenta que basta andar dentro da lei para evitar a arrecadação, culpando o aparelho apenas quando há erro do condutor fora da legislação.
