Compromisso com a realidade
A verdade existe e deve ser um princípio, não uma variável que muda conforme o partido, a ideologia ou a época eleitoral. O problema surge quando a conveniência fala mais alto do que o compromisso com os fatos.
Muitas vezes, para levar vantagem ou escapar de responsabilidades, opta-se pelo caminho da meia-verdade ou da mentira. Esse cenário ganha contornos críticos com a aproximação do segundo turno das eleições, período marcado por aumento de propaganda e multiplicação de discursos.
Promessas x Orçamento
Uma proposta séria exige responsabilidade, planejamento e consciência dos limites do dinheiro público. Governar não é apenas desejar fazer; são escolhas dentro de uma realidade que envolve arrecadação, despesas e prioridades da população.
- Algumas propostas são bem-intencionadas, mas inviáveis diante dos recursos disponíveis;
- Outras são apresentadas de forma exagerada, tornando-se absurdas;
- O cidadão tem direito de sonhar, mas também de receber propostas possíveis e responsáveis.
Responsabilidade compartilhada
Não podemos confundir esperança com ilusão. Quem promete precisa explicar a origem dos recursos e as prioridades. Quem ouve tem a responsabilidade de não acreditar apenas porque gostaria que fosse verdade.
A democracia combina com informação, transparência e responsabilidade, não com a mentira. Podemos discordar sobre caminhos e soluções, mas não é legítimo apresentar como possível aquilo que se sabe ser inviável apenas para conquistar votos.
No final, a conta chega e não pergunta em quem votamos. A maior responsabilidade do cidadão é exigir verdades, não apenas promessas.
