Reta final da preparação
Falta exatamente um mês para o primeiro dia de provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026. Com a data aproximada de novembro, candidatos e professores da rede pública e privada mudam a estratégia de estudo. O foco agora não é mais aprender conteúdos novos, mas consolidar o que já foi visto.
Essa tática de consolidação tem sido adotada por alunos como Rafaela de Araújo Caldas, de 17 anos, estudante do 3º ano em Brasília. Ela concilia escola e cursinho online até à noite, mas respeita seus limites físicos. "Dou foco em ver como funciona a prova, vendo os padrões das questões e o que vai ser mais importante estudar agora", explica.
Redação e lógica da TRI
A prova de redação exige um texto dissertativo-argumentativo em norma culta. Para ajudar, o Ministério da Educação (MEC) disponibiliza uma cartilha com os critérios de correção. Professores alertam contra o uso de "fórmulas prontas" da internet, pois os avaliadores do Inep identificam facilmente textos genéricos.
Nas objetivas, o professor Diogo Andrade, com 14 anos de experiência, desaconselha deixar questões em branco ou chutar sem critério. Isso porque o Enem usa a Teoria de Resposta ao Item (TRI), que penaliza acertos aleatórios e valoriza a coerência nas respostas.
Simulados e controle emocional
Escolas estão realizando simulados que imitam a logística real do dia da prova, incluindo preenchimento de gabarito com caneta preta e salas separadas. Gabriel Queiroz, de 18 anos, dedica oito horas diárias aos estudos e planeja intensificar nos finais de semana, mantendo o controle emocional como prioridade.
- Confira todas as orientações oficiais no site Guia do Enem.
- Resolva questões de edições anteriores para entender o padrão.
- Revise os temas de maior recorrência histórica na prova.
