A Prefeitura de São José do Rio Preto anunciou nesta segunda-feira (12) a criação da primeira escola municipal cívico-militar. O projeto será implantado na E.M. Maria Dalva Silva Pagotto e traz, como marca registrada, o discurso de "ordem e disciplina". No entanto, especialistas e a comunidade local questionam se essa medida atende às reais necessidades educacionais da região.
Crise nas creches
Enquanto o governo destaca a nova proposta, dados oficiais indicam que há uma fila longa de crianças esperando por vagas em creches públicas em toda a cidade. A abertura de um modelo escolar focado em rigidez disciplinar, sem antes resolver o déficit básico de atendimento para os menores de 5 anos, é vista por muitos como uma inversão de prioridades.
Mito da disciplina
O projeto vem com uma embalagem forte de valores militares, mas a crítica pedagógica aponta que a falta de estrutura básica e de vagas acessíveis é um problema muito mais urgente do que a suposta falta de ordem nas salas de aula. Desmontar esse mito exige olhar para as carências reais do município.
- Falta de vagas em creches é a demanda mais imediata;
- Novo modelo foca em disciplina, não em inclusão;
- Debate sobre educação pública em Rio Preto aquece.
A decisão de lançar essa iniciativa agora, sem resolver o acesso à educação infantil, levanta dúvidas sobre a estratégia da gestão municipal para com a rede pública de ensino.
