Do relatório à rotina operacional
O conceito ESG (Environmental, Social and Governance) deixou de ser restrito a relatórios corporativos de grandes companhias. A discussão migrou para decisões operacionais do dia a dia, como o uso de equipamentos durante o expediente, o consumo de energia e a gestão de resíduos gerados no ambiente de trabalho.
Nesse contexto, o parque de impressão surge como um ponto crítico muitas vezes negligenciado. A escolha da tecnologia utilizada impacta diretamente a pegada ambiental da empresa.
Tecnologia Heat-Free e eficiência energética
Uma das principais alternativas para alinhar produtividade e sustentabilidade é a adoção de impressoras com tecnologia de impressão a frio, conhecida como Heat-Free. Diferente dos processos tradicionais que dependem de aquecimento, essa tecnologia dispensa essa etapa, reduzindo significativamente a necessidade de energia elétrica durante a operação.
A análise do consumo energético do parque de impressoras deve ser parte integrante do plano estratégico de ESG, considerando que os recursos naturais não são infinitos.
Gestão de resíduos e consumíveis
Além da energia, a geração de lixo é outro fator relevante. Equipamentos que utilizam sistemas abastecidos por bolsas de tinta tendem a gerar menos resíduos comparados aos modelos a toner. Com as bolsas, resta essencialmente a embalagem do produto após o uso, enquanto os cartuchos convencionais envolvem componentes plásticos e metálicos mais complexos de descartar.
Locação e controle de volumes
A gestão eficiente vai além da compra ou locação de máquinas. Ela envolve monitorar os volumes impressos por departamento para identificar desperdícios ocultos. A locação de equipamentos permite uma visão mais clara sobre quais máquinas estão sendo utilizadas, como são empregadas e qual o custo real dessa operação.
Integrar o ESG à tecnologia significa observar práticas repetitivas diariamente que, sem acompanhamento estratégico, podem perpetuar ineficiências por anos.
