A discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias trabalhando, um de folga) ganhou força nacional, mas os impactos são sentidos diretamente no dia a dia de São José do Rio Preto e região. A medida, considerada legítima para garantir o descanso do trabalhador, levanta uma pergunta econômica crucial: quem vai arcar com os custos adicionais?

Pressão nos preços e empregos

Especialistas alertam que a alteração da jornada sem uma transição gradual pode elevar os custos operacionais das empresas. Para manter a margem de lucro, muitos negócios podem repassar esse aumento aos preços finais dos produtos e serviços.

Além disso, há o risco de redução na geração de empregos. Com a necessidade de cobrir os mesmos horários de funcionamento com mais funcionários, algumas empresas podem optar por contratar menos pessoas ou reduzir horas extras, impactando a renda familiar.

MEI não compensa sozinho

Embora a ampliação do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) seja uma medida positiva, ela não é suficiente, por si só, para compensar a conta imposta pela redução abrupta da jornada. Pequenos comerciantes e prestadores de serviço, comuns na região, precisam de planejamento estratégico para se adaptar.

O debate agora foca em como equilibrar o bem-estar social com a viabilidade econômica local, especialmente para as micro e pequenas empresas que formam a base do comércio riopretano.