O candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), utilizou sua plataforma nas redes sociais nesta terça-feira, 22 de setembro, para criticar a destinação de recursos públicos para bolsas de estudo. Segundo o parlamentar, os investimentos deveriam ser focados exclusivamente em setores estratégicos como tecnologia, inovação e inteligência artificial.

Em publicação, Flávio argumentou que o dinheiro público destinado às universidades não pode ser utilizado para pagar bolsas em áreas que ele classificou como aquelas que "não agreguem nada". A declaração reforça uma linha de pensamento já adotada por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que frequentemente questionava o uso de verbas federais para cursos considerados não essenciais ou sem retorno econômico direto.

O candidato enfatizou a necessidade de priorizar a ciência aplicada e o desenvolvimento tecnológico nacional. Para ele, a formação acadêmica deve estar intrinsecamente ligada à geração de valor prático e avanço técnico, deixando de lado financiamentos para atividades consideradas estagnadas ou sem impacto tangível na sociedade.

A manifestação ocorre em meio ao intenso debate sobre políticas educacionais e orçamentárias no Brasil. Enquanto Flávio Bolsonaro defende um corte rigoroso em gastos considerados supérfluos, críticos apontam que a educação básica e as humanidades são fundamentais para a formação cidadã e para a diversidade do conhecimento científico.