Renúncia e pedido de licença

O vereador Flávio Augusto Olmos (PP) renunciou ao cargo de presidente da Câmara Municipal de Olímpia nesta segunda-feira (19). A decisão foi comunicada pela Mesa Diretora, que confirmou o recebimento do documento. Além disso, ele solicitou afastamento do mandato por 120 dias para se defender das acusações.

A renúncia vale apenas para a presidência do Legislativo. Olmos continua sendo vereador, mas precisa ter o pedido de licença aprovado pelo plenário da casa. Caso aprovado, ele fica afastado das atividades parlamentares por quatro meses.

Detalhes da operação policial

Flávio Olmos foi preso na quinta-feira (15) durante a Operação Caixa Frio, deflagrada pela Polícia Civil de Barretos. A investigação apura supostos crimes de peculato e associação criminosa ligados a um esquema de "rachadinha" no Legislativo.

Além do vereador, três assessores tiveram prisões temporárias decretadas. Os investigadores suspeitam que os servidores comissionados eram obrigados a repassar parte dos salários ao presidente da Câmara.

Evidências financeiras e sigilo

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou movimentações incompatíveis com a renda declarada dos investigados. Havia depósitos em espécie e operações atípicas em contas bancárias.

O nome da operação faz referência a uma sorveteria usada como ponto de entrega dos valores desviados. O inquérito tramita sob sigilo judicial, e a defesa do vereador classificou as prisões como ilegais.

Próximo passo na Câmara

Com a vaga aberta, a Câmara de Olímpia deve realizar nova eleição para escolher o novo presidente. A votação está marcada para a próxima segunda-feira (26). A Mesa Diretora informou que manterá o funcionamento regular da casa enquanto aguarda o desfecho legal das investigações.