A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República formalizou um pedido de prisão preventiva contra George Marques da Silva e Silva, atual coordenador-geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom). A ação judicial busca responsabilizar o servidor por incentivar a divulgação de informações falsas ligadas ao nome do candidato.

Acusação de crime eleitoral

Segundo os advogados de Flávio, o coordenador da pasta republicou em suas redes sociais um incentivo à disseminação de uma notícia falsa. O conteúdo alegava, sem fundamento, que o candidato do PL teria interesse em retirar o título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida do Brasil.

O pedido foi entregue diretamente ao Ministério Público Eleitoral. Na petição, a defesa aponta indícios concretos da prática de três tipos de crimes relacionados à conduta do servidor público durante o processo eleitoral.

Contexto da polêmica

A publicação gerou indignação na equipe de campanha, que classificou o ato como uma tentativa de manipulação eleitoral e difamação. A figura de Nossa Senhora Aparecida é amplamente respeitada no país, e qualquer associação com a suposta retirada do título de padroeira é considerada ofensiva e ilegal pelo Código Eleitoral.

A Secom ainda não emitiu uma declaração oficial sobre o caso. O Ministério Público Eleitoral deve analisar as provas digitais apresentadas pela defesa para decidir se decreta ou não a prisão preventiva do acusado.