Como funciona o golpe
A inteligência artificial facilitou a vida de criminosos que aplicam golpes de clonagem de voz. Com cerca de três segundos de gravação — obtidos de vídeos em redes sociais ou áudios enviados por aplicativos de mensagem —, softwares conseguem imitar com alta precisão o timbre e a entonação de uma pessoa.
O modus operandi é simples e perigoso: os golpistas fazem ligações simulando situações de emergência, como sequestros ou acidentes. A frase típica é "Estou em perigo, preciso de ajuda agora", pressionando a vítima a fazer transferências imediatas via PIX.
Dados alarmantes
No Brasil, os golpes com clonagem de voz cresceram 126% em 2025. O país liderou o ranking mundial de crimes com uso de deepfakes nesse ano, concentrando 39% dos casos financeiros envolvendo essa tecnologia. Um prejuízo que já soma milhões de reais.
Uma pesquisa da Mastercard aponta que 89% dos brasileiros temem ser vítimas desse tipo de fraude. O principal aliado dos golpistas não é apenas a tecnologia, mas o pânico, que reduz a capacidade de raciocínio das vítimas.
Alerta em São José do Rio Preto
Na região de São José do Rio Preto, as forças policiais identificaram quadrilhas estruturadas. Elas operam com centrais de clonagem de voz, roteiros de ligação e bancos de dados de vítimas. Os criminosos exploram informações públicas disponíveis nas redes sociais para tornar as abordagens mais convincentes.
A orientação das autoridades é clara: desligue a ligação imediatamente e confirme a informação por outros meios (como ligar de volta para o número conhecido ou enviar mensagem). Jamais realize transferências sob pressão.
