O trabalho remoto (home office) consolidou-se como uma modalidade permanente no mercado de trabalho brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2025, 7,9% da população ocupada trabalhava de casa. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (23) por meio do estudo Pnad Contínua: Características Adicionais do Mercado de Trabalho — 2025.

Embora represente quase 8%, esse percentual é inferior ao pico registrado em 2022, quando atingiu 8,4%. Desde então, a taxa desacelerou para 7,9% em 2024 e manteve-se estável no ano passado. A série histórica da pesquisa inicia-se em 2012.

Comparativo histórico e regional

Em comparação ao período anterior à pandemia, os números mostram uma mudança estrutural. Em 2012, apenas 3,6% dos trabalhadores atuavam de domicílio. Em 2019, ano imediatamente anterior ao início da emergência sanitária global, o índice era de 5,8%. Assim, o trabalho remoto mais que dobrou em relação a 2012.

Para contextualizar a realidade local em São José do Rio Preto e região, é importante notar que, embora o home office tenha crescido nacionalmente, a maioria absoluta dos trabalhadores ainda prefere ou necessita do presencial. Dados do IBGE indicam que 60,2% da população ocupada trabalha no próprio local de suas empresas.

Desigualdade de gênero

A pesquisa destaca uma disparidade significativa entre gêneros. Em 2025, 12,5% das mulheres ocupadas trabalhavam em regime de home office, um valor mais que duas vezes superior aos 5% observados entre os homens.

Metodologia da pesquisa

O IBGE esclarece que a metodologia considera o local principal de trabalho. Não há contabilização isolada da alternância entre dias presenciais e remotos. Para quem adota o regime híbrido, a classificação depende de onde ocorre a maior parte das atividades laborais durante a semana.