Conclusão do inquérito

A Delegacia de Homicídios e Capturas (Deic) de Rio Preto concluiu as investigações sobre a morte de Joyce Almeida de Sousa, de 27 anos. O corpo da vítima, encontrado enrolado em lençol rosa dentro de uma lixeira no bairro Boa Vista em janeiro de 2023, levou ao indiciamento de Murilo Bernardo, 36 anos.

Murilo, apontado como companheiro de Joyce, responde pelo crime de homicídio qualificado. A polícia investiga que o assassinato ocorreu durante um desentendimento entre o casal.

Obstáculo pericial: falta de documentação

Apesar do indiciamento, o caso ainda depende de uma prova crucial para tornar a autoria incontestável: o confronto genético (DNA). Amostras de sangue encontradas nos lençóis usados para estrangular e envolver o corpo foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística de São Paulo (IC-SP).

No entanto, o envio foi recusado por falha procedimental. O IC alegou que a embalagem do material biológico não estava preenchida corretamente e faltava assinatura no termo de doação voluntária. O material foi devolvido à polícia para regularização das pendências antes de ser reencaminhado ao laboratório.

Indícios contra o suspeito

O relatório da investigação destaca vários pontos que ligam Murilo ao crime:

  • Comportamento suspeito: Murilo abandonou repentinamente o imóvel onde morava logo após os fatos, comportamento considerado incompatível com a normalidade.
  • Vínculos materiais: Três peças têxteis usadas para envolver o corpo estão relacionadas ao círculo de convivência de Murilo, reforçando a hipótese de que quem ocultou o corpo tinha proximidade com a vítima.
  • Antecedentes: Testemunhas relataram discussões frequentes e convivência conflituosa entre o casal nas horas anteriores ao encontro do corpo.

Prisão e andamento do processo

Murilo Bernardo só foi preso em flagrante em dezembro de 2024, quando tentou roubar um supermercado na avenida Nossa Senhora da Paz. Na época, ele negou qualquer envolvimento na morte de Joyce, mas concordou em fornecer amostra de DNA.

Com o inquérito concluído, o delegado Roberval Costa Macedo pediu a prisão preventiva de Murilo por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima). O caso agora segue para análise do Ministério Público.