A juíza eleitoral Gláucia Véspoli, da 125ª Zona Eleitoral de Rio Preto, confirmou neste domingo (25) que a maioria das urnas eletrônicas na cidade já havia sido desligada às 17 horas. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), por meio do ministro Cristiano Zanin, para prorrogar a votação até as 19h em todo o país, foi comunicada aos cartórios eleitorais de Rio Preto apenas após esse horário.
Segundo a magistrada, a orientação oficial do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) chegou por volta das 17h10 ou 17h12. Naquela altura, quase toda a totalidade dos dados das 1.042 seções eleitorais de Rio Preto já haviam sido recolhidos e levados aos cartórios em mídias removíveis.
Impossibilidade técnica de religar
Gláucia Véspoli explicou que não há como voltar atrás. Uma vez desligada e com o boletim de urna emitido, o equipamento não pode ser religado. Isso é tecnicamente impossível, pois todos os votos já foram extraídos e processados localmente.
"Muitas urnas já tinham sido desligadas às 17 horas, que era a programação normal", afirmou a juíza. Ela ressaltou que, além da barreira técnica, não havia ninguém na fila para votar naquele momento, tornando a prorrogação inócita para as seções já encerradas.
Posicionamento do TRE-SP
O TRE-SP publicou uma nota esclarecendo que cumpriu a determinação do STF em todas as zonas eleitorais do estado. Para as seções que já haviam encerrado os trabalhos, o tribunal garantiu que os votos registrados serão computados e totalizados integralmente, sem qualquer prejuízo ao resultado final.
