A Justiça de Monte Azul Paulista condenou oito integrantes de uma organização criminosa por fraudes contra o Banco Inter, em sentença proferida no dia 14 de setembro. O caso foi investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São José do Rio Preto e resultou na determinação de pagamento de R$ 20.894.040,88 à instituição financeira como reparação pelos prejuízos.

Investigação identificou 414 transações fraudulentas

Segundo o Ministério Público, o grupo utilizou indevidamente dados pessoais de mais de 30 pessoas para abrir contas bancárias. A investigação apontou a subtração de mais de R$ 25 milhões em 414 transações fraudulentas, inclusive por meio de contas abertas com documentos falsos.

O núcleo da organização era formado por integrantes de duas famílias de Monte Azul Paulista. Conforme a investigação, outras pessoas da região também participaram do esquema.

De acordo com o promotor de Justiça Fábio Sakamoto, a Justiça reconheceu que os acusados usaram empresas verdadeiras e de fachada para lavar dinheiro e dar aparência lícita aos valores desviados.

Apontado como líder recebeu pena de mais de 29 anos

Um dos réus, apontado como líder da organização criminosa, foi condenado a 29 anos, cinco meses e 20 dias de prisão, em regime inicial fechado.

Ele está preso preventivamente desde 15 de abril de 2025, quando foi alvo da Operação Ostentação. A sentença determinou que permaneça detido.

Sentença determina reparação ao banco e confisco de bens

Além do pagamento de R$ 20.894.040,88 ao Banco Inter, a Justiça determinou o confisco de um imóvel, veículos e ativos financeiros mantidos em contas dos réus e das empresas utilizadas no esquema.

Também foi decretada a perda de todo o dinheiro apreendido durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.