Crítica à narrativa política tradicional
O advogado Marco Feitosa publicou nesta quarta-feira (23/09/2026) um artigo na seção Olhar 360 do Diário de Rio Preto, intitulado "Ilusão e farsa". No texto, o coordenador do Estado de São Paulo do Movimento Livres questiona o dogma político vigente de que o aumento da arrecadação fiscal é o caminho direto para a justiça social.
Feitosa argumenta que governantes e burocratas utilizam a promessa de "retorno em serviços públicos" para justificar a elevação dos impostos, caracterizando essa prática como uma forma de espoliação estatal.
A visão econômica e histórica
O autor reforça que a história econômica demonstra que sociedades nunca se enriqueceram por meio da tributação excessiva. Segundo ele, a verdadeira prosperidade resulta da livre iniciativa, da poupança, da inovação e da proteção à propriedade privada.
Feitosa cita Frédéric Bastiat, economista do século XIX, ao definir o Estado como uma ficção onde "todo mundo tenta viver às custas de todo mundo". O texto alerta que a expansão do poder tributário transfere recursos da esfera produtiva para a burocracia, gerando empobrecimento generalizado.
Ineficiência e corrupção
No contexto local de São José do Rio Preto e região, o artigo aponta que os recursos capturados pelo fisco frequentemente não se transformam em infraestrutura ou serviços de excelência. Em vez disso, são descritos como pulverizados em custeio de gabinetes, emendas parlamentares sem transparência, contratos superfaturados e projetos de poder.
Para Feitosa, o modelo atual é moralmente comprometido e alimenta um estamento estatal encastelado em privilégios. A solução proposta para o desenvolvimento genuíno seria a redução drástica da carga tributária, garantindo que o dinheiro permaneça com quem o produziu.