Metáfora dos 'zumbis'
A cronista Merli Diniz publicou nesta quinta-feira (1º) um texto na coluna do Diário Classic que compara o comportamento de parte da sociedade aos 'zumbis'. A autora, professora, advogada e vice-coordenadora da Comissão de Direito e Literatura da 22ª Subseção da OAB em Rio Preto, utiliza a figura ficcional das criaturas sem livre-arbítrio para criticar a falta de reflexão e senso crítico no cenário atual.
Fake news e dogmas
Segundo Merli, esses indivíduos estão presentes nas ruas, shoppings, residências e grupos de WhatsApp. Ela argumenta que muitos agem de forma instintiva, alimentados por informações falsas e dogmas cristalizados, semelhantes a um disco rígido com problemas ou arquivos corrompidos pela falta de dados verídicos.
Crítica ao extremismo
O artigo também aborda a dificuldade de aceitar novas ideias, comparada a chips em curto-circuito. Merli cita casos de pessoas que reagem de forma extrema a conteúdos diferentes, chegando a excomungar figuras religiosas ou ressuscitar símbolos de regimes totalitários, como Hitler, e pedir intervenções estrangeiras, desconhecendo a soberania nacional.
Solução: Educação
Para a cronista, a solução para esse quadro seria a reforma mental através da educação. Ela defende a substituição de memórias carregadas de preconceitos por outras capazes de armazenar ideias livres de ranços, permitindo uma transferência de aprendizagem mais saudável e crítica.
