Morreu nesta semana (19/09/2026) Maria Amélia de Almeida Teles, conhecida como Amelinha Teles. A jornalista, escritora, feminista e militante em defesa dos direitos humanos faleceu aos 84 anos, deixando um histórico marcado pela resistência durante o regime militar no Brasil.
Amelinha Teles foi presa e torturada em 1972 pelo capitão Brilhante Ustra, então chefe do DOI-CODI de São Paulo. Durante o período de detenção, ela sofreu agressões físicas, choques elétricos e estupro. Anos depois, sua família buscou reparação na Justiça, e Ustra foi oficialmente reconhecido como torturador.
Sua trajetência foi fundamental para a memória da resistência política. Mesmo após a anistia e o fim da ditadura, ela continuou ativa na luta por justiça histórica, atuando como testemunha viva dos crimes cometidos pelo aparato estatal da época.
Legado Feminista e Histórico
A morte de Amelinha Teles reacende debates sobre a importância de não esquecer os crimes da ditadura. Sua militância ajudou a sustentar a ferida aberta da memória coletiva, contribuindo para que as vítimas não fossem esquecidas e para que a sociedade mantivesse a vigilância contra a repetição de violências estatais.
Além de sua atuação política, ela foi uma figura central no jornalismo e na literatura, sempre alinhando sua produção intelectual à defesa dos direitos humanos e da igualdade de gênero.
