Interseccionalidade e exclusão

A luta das mulheres com deficiência envolve o cruzamento entre machismo e capacitismo. Essa interseccionalidade gera formas específicas de exclusão, controle e violência que diferenciam a experiência dessas mulheres em comparação às demais.

Barreiras e dependência

Ser mulher e ter uma deficiência não é apenas somar condições, mas vivenciar barreiras na escola, no trabalho, nos espaços públicos e no ambiente doméstico. A dependência econômica ou necessidade de apoio diário pode ser usada como instrumento de poder pelo agressor.

Dilema do cuidado e violência

Muitas vezes, o próprio agressor realiza cuidados essenciais, como higiene, alimentação e locomoção. Romper a relação significa perder o suporte necessário para viver, exigindo redes de cuidados que preservem a autonomia da vítima.

Dados sobre violência invisível

Pesquisa DataSenado/Observatório da Mulher contra a Violência indica que 34% das mulheres com deficiência relataram violência doméstica nos últimos 12 meses. No entanto, apenas 7% reconheceram tais situações como violência inicialmente, evidenciando casos naturalizados como cuidado excessivo.

Luta por direitos e visibilidade

O movimento organizado busca a criação de um Fórum Nacional permanente para discussão e enfrentamento. A meta não é apenas existir ou resistir, mas viver com dignidade, igualdade de oportunidades, equiparação de direitos e respeito, sendo cidadãs, trabalhadoras e lideranças.