Chances de anulação são mínimas
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou nesta segunda-feira, 26 de outubro de 2026, que a possibilidade de anular as eleições presidenciais no Brasil é praticamente nula. Em vídeo publicado no Instagram e compartilhado por Fernanda Bolsonaro, esposa do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, o político pediu cautela aos seus seguidores.
"Conhecendo o nosso País, a chance de anular essa eleição é praticamente nula. E a prudência agora, com as vidas que estão em jogo, deve falar mais alto do que qualquer ímpeto em nosso coração", disse Nikolas.
Pedido de calma contra manifestações
Nikolas alertou explicitamente para os perigos de saídas às ruas motivadas pela emoção do momento. O deputado ressaltou que muitas pessoas já pagaram um preço alto por agirem impulsivamente no passado e instou seus apoiadores a evitarem manifestações públicas.
A mensagem vem na contramão do discurso feito na noite anterior pelo próprio Flávio Bolsonaro. Na ocasião, o senador não reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se reelegeu para um quarto mandato, e afirmou que pediria a anulação do pleito ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Diferença histórica nos votos
Lula venceu Flávio Bolsonaro com uma margem significativa: 51,79% dos votos válidos (64,2 milhões) contra 48,21% (59,8 milhões). Esse resultado representa uma virada histórica em relação ao primeiro turno, quando o bolsonarista liderava com mais de 47% das intenções de voto.
Integrantes do TSE e do STF indicam nos bastidores que não há fundamento legal ou técnico para tornar as eleições nulas, especialmente diante da diferença de mais de 4 milhões de votos entre os candidatos.
Polêmica sobre prorrogação da votação
Nikolas questionou a atuação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin, que determinou a prorrogação da votação após pedidos conjuntos das campanhas do PT e do PL. O deputado sugeriu suspeição na decisão, embora o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, tenha apoiado a medida.
Interlocutores de Kassio Nunes Marques atestam que o ministro não revogará a proclamação oficial do resultado, feita no domingo, 25. A estratégia bolsonarista de comparar o cenário atual com a eleição de 2015 na Venezuela tem sido criticada por ignorar pedidos de adiamento feitos pela própria campanha de Flávio e as diferenças contextuais entre os países.
