A jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay foi anunciada nesta sexta-feira (8) como a vencedora do Nobel da Paz de 2026. A premiação foi concedida em Oslo, na Noruega, pelo Comitê Nobel Norueguês. Pillay, que atualmente atua como juíza da Corte Internacional de Justiça, recebeu o reconhecimento por sua trajetória dedicada aos direitos humanos.
Trajetória marcada pela luta contra abusos
Navi Pillay tem uma carreira extensa na defesa de vítimas de violações de direitos humanos. Ela liderou investigações cruciais sobre denúncias de abuso sexual e exploração em Ruanda e Mianmar. Antes de assumir cargos internacionais de destaque, militou ativamente contra o regime de apartheid na África do Sul.
Sua nomeação ao Nobel vem após um período intenso de especulações. Analistas e mercados de apostas citavam nomes como a Estação Espacial Internacional, equipes de emergência no Sudão, defensores das crianças na Ucrânia e até o primeiro-ministro canadense Mark Carney. O presidente dos EUA, Donald Trump, também apareceu frequentemente nas previsões, embora não tenha sido contemplado.
Contexto e outros prêmios Nobel
O prêmio deste ano marca o 125º aniversário do Nobel da Paz, criado em 1901. O comitê avaliou mais de 287 candidatos, sendo pouco mais de um quarto organizações. Em anos anteriores, a liderança da oposição venezuelana, María Corina Machado, havia vencido o prêmio por sua luta democrática.
Além do Nobel da Paz, outros prêmios importantes foram divulgados esta semana:
- Literatura: A canadense Anne Carson venceu por obras que misturam clássico e moderno.
- Medicina: Três cientistas foram premiados por desenvolverem uma ferramenta baseada em luz para estudar o cérebro.
- Física: Reconhecimento por avanços no estudo de neutrinos.
- Química: Dois cientistas foram homenageados por explicarem imagens-espelho em moléculas.
O valor total do prêmio é de 12 milhões de coroas suecas (cerca de US$ 1,2 milhão). Até agora, apenas 20 mulheres já haviam recebido o Nobel da Paz em seus 112 anos de premiações individuais.
