A Polícia Federal e o Ministério Público de São Paulo deflagraram na manhã desta quinta-feira, 24 de setembro de 2026, a nova fase da Operação Carbono Oculto. A ação visa desmantelar um esquema complexo de lavagem de dinheiro vinculado à máfia dos combustíveis e com supostas ligações ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

As buscas foram solicitadas pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e autorizadas pelo juiz Sandro Nogueira de Barros Leite, da 2ª Vara Criminal de Catanduva. Operadores, promotores e auditores fiscais atuam simultaneamente em 32 endereços localizados em 11 cidades de seis estados brasileiros e no Distrito Federal.

Alvos e Investigações

O foco principal é investigar como empresários Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco, e Mohamad Hussein Mourad, o Primo, ocultaram recursos para adquirir a distribuidora Terrana. A operação também apura o envolvimento de nomes do mercado financeiro, incluindo o sócio proprietário do Banco Genial, Humberto Tupinambá, e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior.

  • Beto Louco e Primo estão foragidos desde agosto de 2025, quando tiveram prisão decretada.
  • Investigadores rastreiam fundos de investimentos usados para dissimular a fortuna dos acusados.
  • Empresas ligadas aos investigados tiveram bens tornados indisponíveis pela Justiça.

Estrutura Criminosa

As provas indicam o uso de uma arquitetura financeira sofisticada para comprar a Terrana, que chegou a ser uma das dez maiores distribuidoras do país. Mensagens apreendidas revelam tentativas de esconder a identidade dos compradores da ANP e de proprietários estrangeiros para manter postos em funcionamento, alguns utilizados para lavar dinheiro do tráfico de drogas.

A reportagem procurou as defesas dos investigados nesta data, mas não obteve retorno imediato.