Realidade fiscal e legal
No cenário atual das eleições de 2026, as propostas dos candidatos à Presidência da República lembram a famosa propaganda da Semp Toshiba, que ironizava produtos paraguaios com a frase “la garantía soy eu”. O colunista Beto Braga alerta que promessas sem lastro no orçamento ou na Constituição têm o mesmo valor.
A resposta para o que esperar do próximo governo é clara: cumprir apenas o que cabe na lei e nas contas públicas. O Brasil vem avançando desde o Plano Real, apesar de recessões pontuais, e o FMI projeta que o país voltará a ser a 8ª economia mundial em 2027.
Segurança e educação
Braga destaca que modelos estrangeiros, como os de Bukele ou Milei, servem como pergunta, não como resposta pronta. O Brasil tem 203 milhões de habitantes, facções como o PCC e uma Constituição rígida. A segurança deve vir dentro da lei, focando no combate ao tráfico internacional e contrabando, competência da Polícia Federal.
Outro ponto crucial é a educação. O autor defende que seja tratada como política de Estado, com metas de aprendizagem, prazos definidos e orçamento garantido, inspirando-se em países asiáticos como Singapura.
Coragem política
O texto também critica a corrupção como munição eleitoral, citando trocas de acusações entre Lula e Flávio Bolsonaro durante debates. Além disso, aponta a necessidade de coragem para reformar o Orçamento, especialmente as emendas parlamentares, que já foram alvo de investigações por supostos desvios.
Por fim, Braga enfatiza que o presidente deve governar para todos, dialogar com qualquer país e respeitar as instituições, mesmo quando elas decidem contra seus interesses. O grande derrotado, segundo o autor, será o eleitor se as promessas forem vazias.
