O relatório divulgado pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) detalha o impacto ambiental das obras de ampliação da rodovia Washington Luís no trecho entre Cedral e Mirassol, passando por Rio Preto. A concessionária Ecovias Noroeste Paulista obteve autorização para suprimir 1.411 exemplares arbóreos, totalizando 73 espécies diferentes.
Espécies ameaçadas e lista detalhada
Dentre as árvores autorizadas para corte, destaca-se o Pau-Brasil, espécie considerada em perigo de extinção. O documento lista os exemplares removidos por quantidade:
- 1 exemplar: Angico, Araticum-do-campo, Aroeira-salsa, Caboriba, Camboatá, Canafístula-grande, Canela, Copaíba, Dedal-do-campo, Frei-jorge, Guajará, Guatambu-vermelho, Ingá, Ipê (Tabebuia umbellata), Ipê-cascudo, Janipapo, Jatobá-capão, Jurema, Maminha-cadela, Mandiocão, Paineira, Pau-de-mutamba, Pau-ferro, Pau-vermelho e Tamburil.
- 2 exemplares: Amendoim, Canela-pitanga, Caroba, Cedro-rosa, Espécie morta não identificada, Farinha-seca, Figueira-mata-pau, Gameleiro-preto, Garapuvu, Ingá, Mamica-de-cadela, Nectandra megapotamica, Pau-d'alho-verdadeiro, Pau-de-formiga (duas variações).
- 3 exemplares: Canela, Pau-de-sêda e Saboneteiro.
- 4 exemplares: Angico-vermelho, Canafístula, Faveira, Guariroba, Jatobá, Pau-darco, Pau-sangue e Saguaraji.
- 5 exemplares: Aroeira, Caatinga-de-porco, Figueira e Pau-ferro.
- 7 exemplares: Caroba, Ipê-folha-amarela e Raiz-de-tiú.
- 23 exemplares: Aroeira e Ipê-folha-amarela.
Compensação ambiental fora da região
A compensação ambiental definida pelo órgão licenciador não ocorrerá em Rio Preto nem envolverá o plantio de mudas na área afetada. A modalidade escolhida foi a “Floresta em Pé”, que consiste na proteção de áreas de vegetação nativa já existentes.
A área destinada à compensação pela Ecovias Noroeste Paulista está localizada no Parque Estadual Nascentes do Paranapanema, em Capão Bonito, no sul do estado. O local corresponde a 127 hectares e fica a aproximadamente 500 quilômetros de distância de Rio Preto.
Necessidade urbana de arborização
O desmatamento para infraestrutura contrasta com a urgência verde apontada pela administração municipal. Estudo encomendado pela Prefeitura de Rio Preto indica que a cidade precisa de 33 mil árvores emergencialmente e 128 mil nos próximos cinco anos para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e melhorar a qualidade de vida dos moradores.
