Em Catanduva, no interior de São Paulo, o bispo diocesano José Benedito Cardoso determinou o afastamento do padre que denunciou o ex-bispo Dom Valdir Mamede por supostos casos de assédio sexual. A medida foi publicada em 18 de setembro de 2026 e impõe restrições severas às atividades litúrgicas e à locomoção do sacerdote.
O decreto estabelece que o padre não poderá celebrar batizados, casamentos ou missas publicamente durante o período de afastamento. Além disso, ele deve entregar os bens paroquiais e transferir sua residência para o Seminário Diocesano de Catanduva.
Há também uma restrição geográfica: o sacerdote não pode sair da cidade sem autorização prévia da diocese, sendo proibida a ausência superior a 72 horas. O padre acredita que as punições são uma represália direta pela denúncia feita contra a hierarquia eclesiástica anterior.
A Diocese justificou as medidas como parte de um processo penal canônico aberto contra o sacerdote. Segundo os documentos divulgados, entre os motivos da punição estão alegações de descumprimento de ordens superiores. No entanto, os textos oficiais não detalham os fatos investigados além das restrições impostas.
A instituição ressalta que as medidas são temporárias. Enquanto durar o afastamento, o padre continuará recebendo sua remuneração mensal, mantendo o vínculo financeiro com a diocese até a conclusão dos trâmites internos.