Prisões e medidas cautelares
A Polícia Federal (PF) de São José do Rio Preto desarticulou uma organização criminosa suspeita de movimentar R$ 460 milhões em cinco anos com a entrada ilegal de mercadorias vindas do Paraguai. Na operação deflagrada na terça-feira (20), chamada Operação Dux, três pessoas foram presas em flagrante. Além delas, oito investigados terão de usar tornozeleiras eletrônicas para não saírem da comarca.
O casal apontado como líder do bando está entre os que vão responder com o dispositivo eletrônico. A ação cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em lojas e residências, expedidos pela 1ª Vara Federal de Rio Preto.
Mudança no esquema: de celulares a remédios
Inicialmente focada no contrabando de iPhones, computadores e eletrônicos, a quadrilha chegou a vender até 1 mil aparelhos Apple por mês. Como não pagavam impostos, os produtos eram comercializados bem abaixo do preço de mercado.
A partir de 2025, o grupo mudou o foco e passou a trazer medicamentos ilegais, como emagreced à base de tirzepatida, semaglutida e liraglutina. As substâncias, compradas no Paraguai sem supervisão da Anvisa, representam risco à saúde pública.
Policial civil e ocultação de patrimônio
A investigação também apura a participação de um investigador da Polícia Civil de Rio Preto, lotado na Central de Flagrantes. Ele é suspeito de buscar eletrônicos no Paraguai e revendê-los em Rio Preto e Mirassol. O policial não foi localizado durante a operação e sua atuação será analisada pela Corregedoria da Polícia Civil.
As análises fiscais revelaram movimentações incompatíveis com a renda declarada. Um dos alvos teria movimentado quase R$ 100 milhões, enquanto declarou apenas cerca de R$ 50 mil. Parte do patrimônio estava registrada em nome de parentes para ocultar os recursos.
